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Integrar Brandfolder com Salesforce Commerce Cloud: guia prático

Integrar o Brandfolder com o Salesforce Commerce Cloud é fazer com que as imagens, os vídeos e os documentos aprovados no DAM cheguem ao catálogo da loja sem cópias manuais. Não existe um conector de comércio da Brandfolder para esta plataforma: a ligação constrói-se sobre a API pública da Brandfolder e as APIs do Salesforce B2C Commerce, com uma camada intermédia que traduz e controla os dados.

Para uma marca com catálogo, a diferença sente-se todos os dias: uma imagem antiga que continua na ficha do produto, uma versão sem aprovação que vai para a loja, uma equipa de marketing que corrige o ficheiro no DAM e a loja que nunca fica a saber. Na Avafa tratamos este tipo de projetos na nossa área de integração de DAM com ecommerce, e este guia resume o que decidir antes de começar.

Neste artigo vê o que a documentação oficial permite, que dados vão em cada sentido, como se faz a integração em passos, que riscos aparecem e uma lista de verificação para validar antes de ir para produção.

Existe um conector oficial entre Brandfolder e Salesforce Commerce Cloud?

Não encontrámos um. Segundo a página de integrações da Brandfolder, consultada em outubro de 2026, o único conector de comércio listado é o do Shopify. Aparecem também Salesforce (para equipas de vendas), Salesforce Marketing Cloud, Sitecore, Drupal, WordPress e Contentful, mas nenhum para o B2C Commerce.

A mesma página indica que a Brandfolder tem uma API pública para aplicações à medida e que plataformas como o Zapier e o Tray.ai permitem construir integrações próprias. Para o Salesforce Commerce Cloud, o caminho realista é por isso a API, com desenvolvimento à medida ou com uma plataforma de integração.

Convém não confundir os dois produtos da Salesforce. O conector do Marketing Cloud serve para criar comunicações com ativos do DAM e não alimenta o catálogo da loja.

O que o Salesforce Commerce Cloud permite fazer do lado da loja

O B2C Commerce guarda as imagens do produto por tipo de vista, e é esse conceito que dita como o DAM deve ser organizado. Segundo a documentação da API de scripts do Salesforce, o método de imagens do produto recebe o nome da vista, devolve as imagens ordenadas por índice e, numa variante sem imagens desse tipo, recorre à primeira imagem do produto mestre.

Na prática, isto obriga a decidir no DAM quais os ativos que são imagem grande, miniatura ou vista de detalhe, e em que ordem. Se essa informação não existir, a integração carrega ficheiros mas a loja não sabe onde os pôr.

Do lado das APIs, a documentação do Salesforce indica que a Open Commerce API (OCAPI) está descontinuada e que, em projetos novos ou em grandes reformulações, se deve usar a B2C Commerce API (SCAPI) como API REST por defeito. Quem desenha uma integração agora deve partir daí e confirmar com a equipa técnica quais os recursos de catálogo disponíveis para escrita.

O que a API da Brandfolder oferece

A API v4 da Brandfolder é uma API REST com autenticação por token no cabeçalho de autorização. Segundo a documentação oficial, a hierarquia é: organização, Brandfolder, secção e coleção, ativo e anexo. O anexo é o ficheiro propriamente dito; o ativo é o registo que o agrupa.

Os ativos podem ser listados por Brandfolder, por secção, por coleção ou por etiqueta, e a listagem de uma secção aceita incluir os anexos na mesma chamada. Os campos personalizados são pares chave-valor associados a um único ativo, e tanto as chaves como os valores são sempre texto. É neles que se guarda o SKU, o tipo de vista ou o mercado de destino.

Para saber o que mudou sem consultar tudo de cada vez, a Brandfolder oferece webhooks com os eventos de criação, atualização e eliminação de ativos. O aviso é leve: traz o identificador do ativo e o tipo de evento, mas não os dados. Por isso o seu serviço tem de ir buscar o ativo à API depois de receber o aviso.

Que dados vão em cada sentido

A regra de base é uma só fonte de verdade para cada dado. O DAM manda nos ficheiros e no estado de aprovação; o Salesforce Commerce Cloud manda no produto, no catálogo e no que aparece em cada site.

DadoSistema mestreSentido
Ficheiro e versão atualBrandfolderDAM para loja
Estado de aprovaçãoBrandfolderDAM para loja
SKU e associação ao produtoCampo personalizadoDAM para loja
Tipo de vista e ordemCampo personalizadoDAM para loja
Produto e catálogoCommerce CloudSó na loja
URL final da imagemCommerce CloudLoja para registo

Este quadro é o elemento mais importante do projeto. Quando dois sistemas podem alterar o mesmo campo, aparecem os conflitos que mais tempo consomem a resolver.

Como integrar passo a passo

O desenho funciona melhor em fases curtas, validadas com um conjunto pequeno de produtos antes de se alargar ao catálogo.

  1. Definir no Brandfolder as chaves de campos personalizados: SKU, tipo de vista, ordem e mercado.
  2. Decidir como se mapeia cada tipo de vista do DAM para os tipos de vista do catálogo da loja.
  3. Criar o acesso à API da Brandfolder com um utilizador técnico que só veja os Brandfolders necessários.
  4. Criar o cliente de API no Salesforce com as permissões mínimas para ler e escrever no catálogo.
  5. Construir o serviço intermédio: recebe o webhook, consulta o ativo, valida os campos e envia para a loja.
  6. Testar com 20 a 50 produtos, incluindo variantes, e comparar o resultado com o que o catálogo mostra.
  7. Ativar a sincronização por lotes para o catálogo completo e deixar o webhook para as alterações diárias.

O serviço intermédio pode correr no seu próprio alojamento ou numa plataforma de integração. O importante é que guarde um registo de cada ativo processado e do resultado.

Como funcionam os webhooks na prática

Os avisos podem chegar fora de ordem e podem repetir-se, por isso o serviço deve ser idempotente. A documentação da Brandfolder diz que se deve usar a hora do evento para ordenar as mensagens, e que um ativo novo gera primeiro um evento de criação e depois um de atualização, quando fica pronto para uso.

O endereço de retorno tem de ser público e responder de imediato com um código 2xx. Se não responder, a Brandfolder tenta de novo até 15 vezes, com esperas crescentes, e uma subscrição que falhe de forma persistente é desativada. Também é desativada, em cerca de 30 minutos, se a chave de API perder o acesso ao recurso.

A conclusão prática: o serviço responde logo, põe o aviso numa fila e processa depois. Quem processa dentro do pedido arrisca-se a perder avisos quando o catálogo for grande.

Riscos mais comuns e como os evitar

Os problemas repetem-se de projeto em projeto, e quase todos nascem de falta de regras e não de falta de tecnologia.

RiscoComo se evita
Ativo sem SKU no DAMCampo obrigatório antes de aprovar
Imagem antiga na lojaComparação periódica DAM contra loja
Ativo retirado ainda visívelTratar o evento de eliminação
Avisos perdidosFila e reconciliação diária
Variante sem imagemRegra de recurso ao produto mestre

O segundo risco merece atenção. O webhook diz que algo mudou, mas só uma comparação regular confirma que a loja ficou igual ao DAM. Recomendamos uma reconciliação diária que liste os ativos aprovados e verifique o que a loja mostra.

Lista de verificação antes de ir para produção

Esta lista resume o que revemos em cada projeto de ligação entre um DAM e uma loja.

  1. Cada ativo aprovado tem SKU, tipo de vista e ordem preenchidos.
  2. Existe um mapa escrito entre os tipos de vista do DAM e os da loja.
  3. A chave de API da Brandfolder pertence a um utilizador técnico com acesso limitado.
  4. O cliente de API do Salesforce só tem as permissões necessárias.
  5. O serviço responde ao webhook de imediato e processa por fila.
  6. O mesmo aviso, recebido duas vezes, não duplica imagens.
  7. As variantes sem imagem própria mostram a do produto mestre.
  8. Há uma reconciliação diária e alguém que recebe os erros.
  9. Está escrito o que acontece se a Brandfolder ou a loja estiverem indisponíveis.
  10. Existe um plano para repor o estado anterior se a carga falhar.

Como trabalhamos na Avafa

Começamos por mapear os campos do DAM e os tipos de vista da loja, e só depois escolhemos a forma de ligação. Revemos o fluxo e as permissões antes de qualquer desenvolvimento, para que o projeto não arranque com dois sistemas a mandar no mesmo dado. Se quiser ver como abordamos estes projetos, comece pela página de integração de DAM com ecommerce.

Guias relacionados do mesmo cluster

Se a plataforma ainda não está decidida, estes guias analisam outros DAM e outras lojas:

Perguntas frequentes

A Brandfolder tem conector nativo para o Salesforce Commerce Cloud?

Não consta da página oficial de integrações da Brandfolder, que lista apenas o Shopify como conector de comércio. A ligação faz-se pela API da Brandfolder e pelas APIs do Salesforce.

Que API devo usar do lado do Salesforce?

A documentação do Salesforce indica que a OCAPI está descontinuada e que a SCAPI é a API REST por defeito em projetos novos. Confirme com a equipa técnica os recursos de catálogo disponíveis.

Os webhooks da Brandfolder trazem os dados do ativo?

Não. O aviso identifica o ativo e o tipo de evento, e o serviço tem de consultar a API para obter os dados. Pode chegar fora de ordem, por isso use a hora do evento.

Onde guardo o SKU de cada imagem?

Num campo personalizado do ativo. A documentação indica que cada campo é um par chave-valor de texto associado a um único ativo.

Quanto tempo demora um projeto destes?

Depende do número de ativos, de sites e de regras. Um piloto com poucas dezenas de produtos permite medir o esforço real antes de se comprometer com o catálogo completo.

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