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Integrar OpenText DAM com Salesforce Commerce Cloud

Integrar o OpenText DAM com o Salesforce Commerce Cloud é fazer com que as imagens e os ficheiros aprovados no DAM cheguem ao catálogo da loja sem exportações manuais. O OpenText Media Management (OTMM) guarda as versões finais dos ativos; o Commerce Cloud mostra-as, associadas ao produto certo e ao tipo de vista certo. A ligação faz-se por API e exige regras claras de nomes, estados e variantes.

Para uma empresa com catálogo extenso, o ganho está na rotina: menos fotografias a chegar tarde à loja, menos produtos com imagem antiga e menos equipas a carregar o mesmo ficheiro duas vezes. Na Avafa tratamos esta ligação dentro da nossa área de integração de DAM com ecommerce, e este guia resume o que convém decidir antes de começar.

O artigo explica como o Commerce Cloud gere imagens, que dados passam do DAM para a loja, como se faz a ligação técnica, que riscos existem e que lista de verificação usamos antes de arrancar. As indicações sobre a plataforma seguem a documentação da Salesforce.

Como gere o Salesforce Commerce Cloud as imagens de produto?

O Commerce Cloud organiza as imagens por tipos de vista no catálogo, e cada produto guarda apenas o caminho relativo do ficheiro. Segundo a documentação da Salesforce, um catálogo novo traz quatro tipos: Large, para a página de produto; Medium, para os resultados de pesquisa; Small, para a pré-visualização ao passar o rato; e Swatch, uma miniatura usada para distinguir variações, por exemplo de cor.

A localização das imagens define-se nas definições de imagem do catálogo, como interna (um caminho base) ou externa (um URL base HTTP ou HTTPS). O catálogo guarda a localização e o produto guarda o caminho relativo. A Salesforce indica que o caminho da imagem pode ter até 1.800 carateres e o URL completo até 2.056.

As imagens atribuem-se ao produto base. As variações recebem a imagem certa por correspondência de atributos, como a cor. Na prática, o ficheiro vindo do DAM tem de trazer a informação que permite esta correspondência, ou a loja mostra a imagem errada.

Que dados do OpenText DAM devem chegar à loja?

Só devem seguir para a loja os ativos aprovados, com a informação mínima para o Commerce Cloud os associar ao produto. A tabela seguinte é a base que usamos para definir o mapeamento; cada empresa ajusta-a ao seu modelo de dados.

Dado no DAMDestino no Commerce CloudRegra
Ficheiro aprovadoImagem do produto baseSó estado aprovado
Código do produto (SKU)Associação ao produtoChave única
Tipo de utilizaçãoTipo de vistaLarge, Medium, Small, Swatch
Cor ou varianteAtributo da variaçãoIgual ao catálogo
Texto alternativoTexto alternativo localizávelUm por idioma

A Salesforce refere que o texto alternativo e os títulos das imagens são localizáveis. Compensa por isso guardá-los no DAM por idioma e enviá-los em separado do ficheiro, o que evita retrabalho quando a loja vende em vários mercados.

Como se faz a ligação técnica entre o OTMM e o Commerce Cloud?

A ligação faz-se com a API REST do OTMM de um lado e as APIs do Commerce Cloud do outro, quase sempre com uma camada intermédia que traduz os dados e regista erros. Do lado da Salesforce, a escolha da API merece atenção: segundo a documentação, a OCAPI está marcada como descontinuada desde abril de 2026, em modo de manutenção, e as novidades só entram na SCAPI.

Isto não obriga a abandonar tudo o que existe. A própria Salesforce admite que certas tarefas complexas ainda se tratam melhor pela OCAPI. Num projeto novo, partimos da SCAPI, incluindo as APIs de administração do catálogo, e confirmamos caso a caso se o recurso necessário já está coberto.

O processo que seguimos tem seis passos.

  1. Definir o OTMM como fonte única dos ficheiros aprovados e o catálogo como fonte dos produtos.
  2. Extrair, pela API REST do OTMM, o ficheiro aprovado e os metadados necessários.
  3. Publicar o ficheiro num local acessível à loja, interno ou externo, conforme as definições do catálogo.
  4. Atualizar o catálogo com o caminho relativo, o tipo de vista e o texto alternativo.
  5. Validar tudo num ambiente de teste com produtos simples, variações e produtos sem imagem.
  6. Registar cada erro com o identificador do ativo e do produto, para repetir só o que falhou.

Porque importa o Dynamic Imaging Service para o DAM?

O Dynamic Imaging Service (DIS) gera as imagens a pedido a partir de uma única fonte de alta resolução, aplicando formato, corte, escala e qualidade. Segundo a Salesforce, isto dispensa criar vários tamanhos à partida. Há limites: imagens com mais de 10 MB ou 3.000 x 3.000 píxeis são servidas sem transformação, e as transformações expiram ao fim de 29 segundos.

Para o DAM, a conclusão é simples: exportar uma versão de origem com boa qualidade, mas dentro destes limites, em vez de enviar o ficheiro original de estúdio. Assim a loja gera os tamanhos de que precisa e o DAM deixa de ter de produzir uma derivação por cada tipo de vista.

Que riscos tem esta integração e como se evitam?

  • Nomes de ficheiro com carateres especiais. A Salesforce avisa que, por exemplo, trémas nos nomes causam falhas na importação e exportação do site. Normalizamos os nomes antes do envio.
  • Imagens sem tipo de vista. Sem pelo menos um tipo de vista, a imagem não pode ser atribuída, por isso o mapeamento tem de o definir sempre.
  • Variações mal associadas. Se o atributo de cor no DAM não coincidir com o do catálogo, a imagem não aparece na variação certa.
  • Ficheiros não aprovados. Filtrar pelo estado no OTMM evita publicar versões provisórias.
  • Matrizes grandes. A Salesforce indica que o JSON de imagens de uma matriz não pode exceder 10 MB, pelo que convém manter a estrutura consistente.

Lista de verificação antes de arrancar o projeto

  • Existe um identificador de produto (SKU) em todos os ativos do DAM?
  • Os quatro tipos de vista do catálogo estão definidos e mapeados?
  • A localização das imagens, interna ou externa, está decidida?
  • Os nomes de ficheiro seguem uma regra sem carateres especiais?
  • Os textos alternativos existem por idioma?
  • O estado de aprovação do OTMM controla o que sai?
  • Há um ambiente de teste com produtos simples e variações?
  • Alguém é responsável por tratar os erros de sincronização?

Como trabalhamos na Avafa

Começamos por auditar o catálogo e o DAM: que ativos existem, como se identificam e que produtos ficam sem imagem. Depois definimos o mapeamento, testamos em ambiente separado e só então ligamos a produção. O âmbito completo está na página de integração de DAM com ecommerce, e a vertente de visibilidade nos motores de pesquisa na nossa agência de SEO para Salesforce Commerce Cloud.

Guias relacionados do mesmo cluster

Perguntas frequentes

O OpenText DAM tem ligação nativa ao Commerce Cloud?

Na documentação consultada não encontrámos um conector nativo. A ligação faz-se normalmente por desenvolvimento ou por uma camada de integração que usa a API REST do OTMM e as APIs da Salesforce. Convém confirmá-lo com o fornecedor antes de orçamentar.

As imagens ficam guardadas no DAM ou na loja?

Depende da localização definida no catálogo. Se for externa, a loja usa o URL base e o produto guarda o caminho relativo; se for interna, os ficheiros ficam no Commerce Cloud.

Posso usar a OCAPI num projeto novo?

Pode, mas a Salesforce marca-a como descontinuada desde abril de 2026 e coloca as novidades na SCAPI. Não há data de fim anunciada, mas é prudente partir da SCAPI.

Preciso de criar vários tamanhos de cada imagem no DAM?

Não necessariamente. Com o Dynamic Imaging Service, a loja gera os tamanhos a partir de uma fonte única, dentro dos limites de 10 MB e de 3.000 x 3.000 píxeis.

Quanto tempo demora um projeto destes?

Depende do número de produtos, da qualidade dos metadados e do ambiente de teste. Por isso começamos sempre por uma auditoria do catálogo e do DAM, antes de indicar prazos.

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