Integrar o Widen com o Salesforce Commerce Cloud é fazer do DAM a origem das imagens, vídeos e documentos de produto, e do Commerce Cloud o sítio onde esses ficheiros são ligados aos produtos e apresentados na loja. O Widen Collective chama-se hoje Acquia DAM, por isso encontrará os dois nomes na documentação.
Para o negócio, o ganho é prático: uma imagem aprovada num só lugar chega a todas as lojas, e uma imagem retirada deixa de aparecer. Sem ligação, as equipas voltam a exportar ficheiros à mão, com nomes diferentes e versões antigas. É aqui que costuma começar a nossa integração de DAM com ecommerce.
Este guia explica como se faz a ligação, como organizar as imagens no Commerce Cloud, o que a API do Widen exige, como controlar permissões e o que validar antes de arrancar o projeto.
Como se liga o Widen ao Salesforce Commerce Cloud?
Liga-se através da API REST do Widen e de um processo de sincronização que escreve no Commerce Cloud, porque nas páginas oficiais da Acquia que consultámos não encontrámos um conector nativo para esta plataforma. Confirme esse ponto com a Acquia ou com um parceiro antes de orçamentar.
Na prática há três peças: o DAM, que guarda o ficheiro e os metadados; uma camada de sincronização, que decide o que publicar; e o catálogo do Commerce Cloud, que recebe o caminho de cada imagem. A Acquia tem um conector próprio para Shopify e um conector de parceiro para Adobe Commerce, mas isso não se transfere automaticamente para o Salesforce.
O que diz a API do Widen sobre autenticação e pesquisa?
A API REST v2 do Acquia DAM Classic autentica por OAuth2 e exige uma conta de administrador. Segundo a documentação, o client ID e o client secret pedem-se ao gestor de conta ou ao suporte da Acquia.
Para integrações entre sistemas, o fluxo habitual é o do código de autorização: o utilizador autoriza a aplicação e o código temporário, que dura 30 segundos, é trocado por um token de acesso e um token de renovação. O token de acesso dura uma hora, por isso a sincronização tem de renovar o token sem intervenção humana. Os pedidos levam o cabeçalho Authorization do tipo Bearer.
Para encontrar ficheiros, o pedido GET /search aceita texto, pasta, ordenação, tipo de ficheiro e campos de metadados, com paginação até 100 itens. Um trabalho de sincronização deve por isso percorrer páginas em vez de pedir tudo de uma vez. Os metadados XMP e EXIF também se leem e editam pela API, o que permite gravar no DAM o estado de publicação de cada ficheiro.
Como organizar imagens, view types e variantes no Commerce Cloud?
No Commerce Cloud, cada imagem tem de ser atribuída a pelo menos um view type, e a atribuição é explícita: segundo o Trailhead da Salesforce, não existe procura de imagens por padrão de nome.
Um catálogo novo traz quatro view types: Large para a página de produto, Medium para os resultados de pesquisa, Small para o detalhe ao passar o rato e Swatch para as miniaturas, habitualmente de cor. Os nomes têm de ser únicos e um produto não precisa de ter todos.
As imagens são atribuídas ao produto base e não às variações. As variações encontram a sua imagem pelos valores dos atributos, como a cor, e o JSON de imagens não pode exceder 10 MB, o que importa em catálogos muito grandes.
O local das imagens guarda-se no catálogo e o caminho relativo no produto. O local pode ser interno, com um caminho base, ou externo, com um URL base HTTP ou HTTPS. Um caminho de imagem pode ter até 1800 caracteres e o URL completo até 2056. Por isso, o nome do ficheiro no DAM deve ser pensado para o caminho: evite caracteres especiais, como tremas, que segundo a mesma fonte causam falhas de importação e exportação do sítio.
O Dynamic Imaging Service dispensa gerar vários tamanhos no DAM?
Em grande parte sim, desde que o ficheiro de origem tenha boa resolução. O Dynamic Imaging Service transforma uma única imagem de alta resolução em tempo real: redimensiona, recorta, sobrepõe, muda o formato e ajusta a qualidade, por esta ordem de processamento: formato, recorte, escala, sobreposição e qualidade.
Há limites a conhecer. Imagens com mais de 6 MB ou 3000 por 3000 píxeis são servidas no original, sem transformação, e as transformações expiram aos 29 segundos. A documentação aconselha a não escrever URLs de imagem à mão e a usar as classes URLUtils e MediaFile. Se o DAM exportar originais enormes, a loja serve ficheiros pesados. Confirme no projeto se o serviço se aplica ao modo interno ou externo que escolher, porque a fonte consultada não o esclarece.
Como controlar permissões e estados do DAM antes de publicar?
O Commerce Cloud não conhece as regras do DAM; quem as aplica é a sincronização. Por isso, defina no Widen um campo de metadados com o estado do ativo, por exemplo aprovado para loja, e deixe a sincronização ler apenas esses ativos.
Três regras evitam incidentes: só entra o que está aprovado; o que deixa de estar aprovado é retirado do catálogo na sincronização seguinte; e a conta técnica da API só tem acesso às pastas necessárias. Como a API exige uma conta de administrador, convém uma conta dedicada a este uso, o que a própria documentação sugere para acompanhar a utilização da API.
Os direitos de utilização, como imagens licenciadas para um país ou para um prazo, devem ficar em metadados e a sincronização deve respeitá-los. Este controlo é desenho nosso e não uma função nativa de nenhum conector.
Ligação por URL externo, cópia para o catálogo ou camada intermédia?
A escolha depende do volume de produtos, da criticidade das imagens e do número de lojas. Esta é a matriz de decisão que usamos como ponto de partida.
| Opção | Quando serve | Limitação |
|---|---|---|
| URL externo para o DAM | Catálogo grande, poucas transformações | Depende da disponibilidade do DAM |
| Cópia para o Commerce Cloud | Controlo total e uso do serviço de imagens | Duplica ficheiros e exige limpeza |
| Camada intermédia | Várias regras, lojas e países | Custo inicial mais alto |
Para o URL externo, o Commerce Cloud pede apenas o URL base até à estrutura de matriz; para a cópia, o caminho interno. As duas opções exigem nomes e pastas estáveis no DAM, porque o caminho relativo fica gravado no produto.
Lista de verificação antes de arrancar o projeto
- Está decidido se as imagens ficam em URL externo ou em cópia no catálogo.
- Os view types do catálogo estão definidos e cada tipo de imagem do DAM tem destino.
- Os nomes de ficheiro seguem uma regra sem caracteres especiais e cabem no limite do caminho.
- Existe um campo de estado no Widen que diz o que pode ir para a loja.
- As credenciais OAuth2 estão pedidas e a renovação do token está testada.
- A sincronização pagina a pesquisa e trata as falhas sem duplicar imagens.
- Está definido o que acontece quando um ativo é retirado ou substituído.
- Há um ambiente de ensaio do Commerce Cloud e uma amostra de produtos para validar.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos por inventariar os ativos e as regras de nomeação no DAM, depois definimos os view types e o modo de armazenamento, e só então escrevemos a sincronização. Testamos com um conjunto pequeno de produtos antes de ligar o catálogo todo. Pode ver o enquadramento geral na página de integração de DAM com ecommerce e o trabalho de pesquisa orgânica na de SEO para Salesforce Commerce Cloud.
Guias relacionados do mesmo cluster
Se o DAM ainda não está escolhido, estes guias tratam a mesma plataforma com outras soluções:
- Brandfolder com Salesforce Commerce Cloud
- Bynder com Salesforce Commerce Cloud
- Canto com Salesforce Commerce Cloud para imagens e vídeos
- CELUM no Salesforce Commerce Cloud
- OpenText DAM com Salesforce Commerce Cloud
Perguntas frequentes
O Widen e o Acquia DAM são o mesmo produto?
Sim. A Acquia refere o produto como Acquia DAM, anteriormente Widen Collective, e a documentação da API ainda usa o nome Widen em alguns títulos.
Existe um conector nativo entre o Widen e o Salesforce Commerce Cloud?
Nas páginas oficiais da Acquia que consultámos não encontrámos um. Confirme com a Acquia ou com um parceiro antes de definir o âmbito.
Durante quanto tempo é válido o token de acesso?
Uma hora, segundo a documentação da API. A sincronização usa o token de renovação para obter um novo sem pedir autorização outra vez.
Preciso de guardar vários tamanhos de cada imagem no DAM?
Nem sempre. O Dynamic Imaging Service gera tamanhos a partir de uma imagem de alta resolução, com os limites de 6 MB e 3000 por 3000 píxeis acima dos quais o original é servido.
O que acontece a uma imagem retirada do DAM?
Nada, se a sincronização não o tratar. A retirada tem de ser uma regra desenhada: a sincronização deteta o ativo que deixou de estar aprovado e remove a atribuição no catálogo.