Integrar o CELUM com o Salesforce Commerce Cloud é fazer com que o DAM, onde se aprovam as imagens e os vídeos da marca, alimente o catálogo da loja, de modo que cada produto mostre o ficheiro certo em cada vista. O ponto de partida é perceber como o Salesforce organiza as imagens: por tipos de vista, e não como uma simples lista.
Um aviso honesto: nas páginas públicas do CELUM e do Salesforce que consultámos não encontrámos um conector dedicado entre os dois. Conte por isso com um projeto à medida sobre a API do CELUM e a importação de catálogo do Salesforce, e confirme com o CELUM se há entretanto uma solução de parceiro. Na Avafa tratamos estes projetos na nossa área de integração de DAM com ecommerce.
Vamos ver como o Salesforce organiza as imagens, o que o CELUM oferece, uma tabela de correspondência entre ativos e vistas, os riscos de um catálogo global e uma lista de verificação.
Como organiza o Salesforce Commerce Cloud as imagens do produto?
O Salesforce organiza as imagens por tipos de vista (view types), e cada imagem é atribuída a uma ou mais vistas. Segundo a ajuda do Salesforce, um catálogo novo inclui quatro tipos por defeito: grande, média, pequena e amostra.
- a imagem grande aparece na página de detalhe do produto;
- a média aparece nos resultados de pesquisa;
- a pequena serve para pré-visualizações ao passar o rato;
- a amostra distingue variações, como a cor.
A mesma ajuda explica outras regras que condicionam a integração. É possível criar tipos de vista próprios, como alta resolução, com um identificador único no catálogo. Uma imagem pode pertencer a vários tipos. As imagens de cada tipo formam uma pilha com índice 0, 1, 2 e assim sucessivamente, sem saltos, e o índice não se define diretamente.
Há ainda uma regra importante para catálogos com variações: as imagens são atribuídas ao produto base, e as variações obtêm as suas imagens por correspondência com os valores dos atributos, como o código de cor. A ordem dos atributos tem de ser consistente em todo o catálogo.
O que oferece o CELUM para alimentar um catálogo?
Segundo o site do CELUM, a plataforma é API-first, com uma API REST para obter conteúdo, uma UI API e um Widget Toolkit, e permite entregar ativos a lojas online com os direitos geridos de forma central. A página não detalha formatos, autenticação nem sentido da sincronização, pelo que o projeto tem de definir estes pontos.
Como corresponder os ativos do CELUM às vistas do Salesforce?
A correspondência deve ser escrita numa tabela antes do desenvolvimento, porque é ela que decide o que cada ficheiro vai ser na loja. Inclua nessa tabela o nome do tipo de vista, o tamanho acordado e quem aprova cada versão, para que designers, equipa de loja e programadores falem da mesma coisa.
| Ativo no CELUM | Vista no Salesforce | Regra |
|---|---|---|
| Fotografia principal | Grande | Índice 0 da pilha |
| Versão para pesquisa | Média | Mesmo índice da grande |
| Versão para hover | Pequena | Mesmo índice da grande |
| Amostra de cor | Amostra | Ligada ao atributo de cor |
| Imagem para ampliar | Alta resolução | Tipo criado à medida |
Como o índice liga as vistas, as versões grande, média e pequena da mesma fotografia devem ocupar a mesma posição em cada pilha. O CELUM deve por isso entregar as versões de uma imagem em conjunto, e não como ficheiros soltos.
Antes de automatizar, faça a correspondência à mão para dez produtos reais e confira o resultado na loja de ensaio. Se um produto com variações mostra a fotografia errada numa cor, o problema está quase sempre na chave de correspondência ou na ordem dos atributos, e é mais barato descobri-lo agora do que depois de importar o catálogo todo.
O que muda num catálogo global com vários países?
Num catálogo global, o desafio é manter a coerência entre mercados sem multiplicar exceções. Defina o que é comum a todos os países, como a fotografia principal, e o que é local, como a imagem de campanha ou o texto descritivo.
- Mantenha as imagens comuns ao nível do produto base, para que as variações as herdem.
- Crie exceções locais apenas com motivo comercial, porque cada uma é manutenção futura.
- Registe no CELUM o território em que cada ativo pode ser usado.
- Reveja o texto descritivo por idioma, sem depender só de tradução automática.
Que riscos tem esta integração e como se evitam?
- Sem conector oficial identificado: o projeto é à medida e precisa de manutenção quando as APIs mudarem.
- Pilhas desalinhadas: se as versões de uma imagem ficam em índices diferentes, a loja mostra fotografias trocadas. Valide a ordem por produto.
- Atributos em ordem diferente: a ajuda do Salesforce exige consistência na ordem dos atributos de variação. Defina-a uma vez para todo o catálogo.
- Imagens no produto errado: as variações obtêm imagens pelos valores dos atributos, por isso um código de cor mal escrito leva a imagem para o sítio errado.
- Ativos sem direitos: envie apenas o que o CELUM marca como aprovado para o canal e o território.
Quando compensa a integração?
Compensa quando o catálogo tem muitas referências, vários mercados e várias pessoas a tratar imagens. Não compensa num catálogo pequeno e estável, onde carregar as imagens à mão custa menos do que construir e manter uma ligação à medida.
Um bom teste é contar quantas vezes por mês alguém pede uma imagem em falta, uma versão atualizada ou a confirmação de que um ficheiro ainda pode ser usado. Se a resposta for poucas, adie o projeto; se for muitas, a integração tem retorno claro.
Que passos seguir para arrancar?
- Confirmar com o CELUM se existe solução de parceiro para o Salesforce.
- Listar os tipos de vista usados e criar os que faltam.
- Escrever a tabela de correspondência entre ativos e vistas.
- Definir a chave entre ativo e produto base, e os atributos de variação.
- Testar com uma categoria piloto, validando a ordem das pilhas.
- Alargar por categorias e por mercados.
Lista de verificação antes de arrancar
- Os tipos de vista estão definidos e têm identificadores únicos.
- Cada ativo tem correspondência com uma vista.
- As versões da mesma imagem ocupam o mesmo índice.
- A ordem dos atributos de variação é consistente.
- O CELUM entrega as versões em conjunto.
- Os territórios e as validades estão registados.
- Há registo de erros e plano de reversão.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos pela tabela de correspondência entre ativos e vistas, porque é aí que se decide a qualidade do resultado. Depois desenhamos a ligação e testamos com uma categoria piloto. Se a loja precisa também de pesquisa orgânica, temos a agência de SEO para Salesforce Commerce Cloud. Veja ainda a página de integrações de catálogos.
Guias relacionados do mesmo cluster
Para comparar com outros DAMs no Salesforce, ou com o CELUM noutras plataformas:
- Brandfolder com Salesforce Commerce Cloud: fluxo eficaz
- Widen com Salesforce Commerce Cloud
- Canto com Salesforce Commerce Cloud: imagens e vídeos
- CELUM com BigCommerce: como ligar o DAM à loja
- CELUM com SAP Commerce Cloud no PIM e ERP
Perguntas frequentes
O CELUM tem conector para o Salesforce Commerce Cloud?
Nas páginas públicas que consultámos não encontrámos um conector dedicado. Pergunte ao CELUM se existe uma solução de parceiro no marketplace de integrações.
O que são tipos de vista no Salesforce?
São as categorias em que as imagens do produto se organizam. Segundo a ajuda do Salesforce, os catálogos novos incluem grande, média, pequena e amostra, e podem criar-se outros.
As variações têm imagens próprias?
Segundo a ajuda do Salesforce, as imagens são atribuídas ao produto base e as variações obtêm-nas por correspondência com os valores dos atributos, como a cor.
Posso ter a mesma imagem em várias vistas?
Sim. A ajuda do Salesforce indica que uma imagem pode pertencer a vários tipos de vista.
Por onde começar num catálogo global?
Por uma categoria e um mercado. Um piloto pequeno mostra os problemas de ordem, de direitos e de texto antes de multiplicar o trabalho.