Integrar o Canto como DAM no SAP Commerce Cloud é fazer com que os conteúdos aprovados na biblioteca do Canto alimentem os produtos, as galerias e as páginas da loja, sem que alguém os carregue manualmente no Backoffice. Em projetos enterprise, o Canto fica com a versão oficial dos ficheiros e o SAP Commerce Cloud com a forma como eles aparecem na loja.
O trabalho difícil não é enviar uma imagem. É decidir como as versões do Canto se traduzem nos formatos e contentores de media do SAP, e como se mantém a coerência entre catálogo em preparação e catálogo online. Na Avafa tratamos estas ligações dentro da nossa área de integração de DAM com ecommerce.
Este guia explica como o SAP Commerce Cloud organiza os media, que opções existem do lado do Canto, como mapear uns para os outros, que passos seguir e que riscos evitar. Os factos de plataforma vêm da documentação e da formação oficiais, citadas no texto sem ligações externas.
O Canto tem conector para o SAP Commerce Cloud?
Nas páginas públicas do Canto que consultámos não está descrito um conector próprio para o SAP Commerce Cloud. Em março de 2026 o Canto anunciou integrações com a Shopify e com a Amazon e disse que vai alargar o ecossistema de parceiros a mais canais de comércio, sem os nomear.
Para um projeto enterprise, conte com uma integração desenvolvida sobre a API REST do Canto, que o fabricante descreve como totalmente documentada, ou com um parceiro de integração. Peça ao Canto a confirmação por escrito do que é suportado no seu plano antes de fechar o âmbito.
Como é que o SAP Commerce Cloud guarda as imagens?
O SAP Commerce Cloud não guarda os ficheiros dentro do catálogo de produtos. Segundo a formação oficial da SAP, cada ficheiro é representado por um media item que contém um URL a apontar para o ficheiro físico, e esse ficheiro pode estar guardado localmente ou num serviço remoto, como o Amazon S3, o Windows Azure Blob ou o MongoDB GridFS.
Cada media item tem exatamente um media format, que indica a utilização prevista e a resolução aproximada, com exemplos como 96×96, 300×300, 500×500 e 1200×1200. Um media container agrupa os media items que mostram a mesma imagem em formatos diferentes, e a loja escolhe um deles conforme o espaço disponível e o formato atribuído.
Há ainda um detalhe que condiciona o desenho: os media items são sensíveis ao catálogo e têm de ser sincronizados para aparecerem na loja, mas o ficheiro não é sincronizado, apenas o media item com a referência à imagem.
Como se traduzem os conceitos do Canto para o SAP?
Esta tabela é o ponto de partida que usamos para o mapeamento:
| Conceito no SAP | Equivalente no Canto | Decisão a tomar |
|---|---|---|
| Media item | Versão de um ficheiro | Guardar o ficheiro ou só o URL |
| Media format | Tamanho pedido no endereço | Um formato para cada utilização |
| Media container | Asset com todas as versões | Um contentor por asset |
| Catálogo em preparação | Estado em aprovação | Quem aprova a passagem a online |
| Catálogo online | Estado aprovado | Só entra o que está aprovado |
A regra que evita mais problemas é a do estado. Só os conteúdos aprovados no Canto devem chegar ao catálogo em preparação e só depois de revistos devem ser sincronizados para o catálogo online.
Conversão de media do SAP ou Media Delivery Cloud do Canto?
Convém ter um único motor de versões. Se os dois gerarem tamanhos, a loja acaba com formatos duplicados e ninguém sabe qual vale.
Do lado do SAP, a formação oficial descreve grupos de conversão que definem os formatos necessários a um produto e um botão de conversão dos media em falta, que cria os ficheiros e os guarda no mesmo contentor. Segundo a mesma fonte, esta funcionalidade está disponível no SAP Commerce Cloud Public Cloud, através da extensão cloudmediaconversion; noutros ambientes fica desativada até um programador a configurar.
Do lado do Canto, o Media Delivery Cloud cria uma imagem mestre a partir do original, com uma largura por omissão na ordem dos 2000 píxeis e configurável, e gera as outras versões a pedido, alterando parâmetros no endereço. As transformações só se aplicam a imagens. A instalação pede uma chave de API com o modo Client Credentials e demora cerca de três dias úteis, segundo o Canto.
Se o seu ambiente for Public Cloud e os formatos forem poucos e estáveis, a conversão do SAP pode chegar. Se os mesmos ficheiros servem também outros canais, o endereço do Canto evita manter dois sistemas de versões.
Que passos seguir para integrar?
- Inventariar os media formats em uso e as utilizações de cada um.
- Definir no Canto os metadados obrigatórios: código do produto, estado e mercado.
- Decidir qual o sistema que gera as versões, o SAP ou o Canto.
- Criar uma chave de API dedicada no Canto, com o modo Client Credentials.
- Definir onde ficam os ficheiros, se o SAP guardar cópias, e como se cria o media item.
- Criar o processo que gera media items e contentores no catálogo em preparação.
- Testar a sincronização para o catálogo online com um lote pequeno.
- Escalar, com alertas para falhas e para ficheiros órfãos.
Que metadados o Canto deve guardar para o SAP?
O SAP precisa de saber a que produto pertence cada ficheiro e para que utilização serve. Por isso, o Canto deve guardar, no mínimo, o código do produto, o tipo de imagem (principal, galeria, detalhe), o mercado e o estado de aprovação.
Defina estes campos como obrigatórios antes de migrar a biblioteca. Corrigir milhares de ficheiros sem código de produto depois de a integração estar a correr é muito mais caro do que impedir o carregamento incompleto desde o primeiro dia.
Se o código vive num PIM, como o Akeneo, deixe que seja o PIM a fazer a associação e use o Canto só para o ficheiro e para o seu estado.
Que riscos tem e como se evitam?
| Risco | Como se evita |
|---|---|
| Dois sistemas a gerar versões | Escolher um único motor de versões |
| Media item sem produto | Código do produto obrigatório no Canto |
| Ficheiro sem media item na loja | Sincronizar o item, não só o ficheiro |
| Conteúdo não aprovado online | Aprovação antes do catálogo online |
| Credenciais sem dono | Chave dedicada com responsável e renovação |
Num projeto enterprise, o maior risco é político e não técnico: várias equipas a editar o mesmo ativo em sistemas diferentes. Escreva quem manda em cada dado antes de qualquer desenvolvimento.
Lista de verificação antes de arrancar
- Os media formats e as suas utilizações estão listados.
- Existe um único sistema responsável pelas versões das imagens.
- Cada ficheiro tem código de produto e estado no Canto.
- A passagem de preparação a online está testada.
- A chave de API tem responsável e data de renovação.
- Alguém lê o registo de erros todas as semanas.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos por mapear formatos, contentores, catálogos e responsáveis, e só depois escolhemos a forma de ligação. Validamos o desenho com um lote pequeno antes de qualquer desenvolvimento em escala. Para ver como abordamos estes projetos, comece pela página de integração de DAM com ecommerce.
Guias relacionados do mesmo cluster
Se o DAM ou o ERP ainda não estão decididos, estes guias comparam alternativas:
- Brandfolder com SAP Commerce Cloud: guia prático
- Widen com SAP Commerce Cloud para catálogos
- OpenText DAM com SAP Commerce Cloud
- SAP S/4HANA com SAP Commerce Cloud: guia prático
- Akeneo com SAP Commerce Cloud: conector oficial
Perguntas frequentes
O SAP Commerce Cloud guarda os ficheiros das imagens?
Guarda o media item, que aponta para o ficheiro físico. O ficheiro pode estar num armazenamento local ou remoto, como o Amazon S3 ou o Azure Blob, segundo a formação oficial da SAP.
Preciso de sincronizar os ficheiros entre catálogos?
Não. Segundo a mesma fonte, sincroniza-se o media item com a referência à imagem, e o ficheiro mantém-se onde está.
Posso usar a conversão de media do SAP com o Canto?
Pode, se o seu ambiente a suportar. Nesse caso o Canto fornece o ficheiro original e o SAP gera os formatos. Escolha um só sistema para as versões.
O Media Delivery Cloud é obrigatório?
Não. É útil quando as mesmas imagens servem vários canais e quer gerar versões a partir de um endereço, em vez de guardar cada tamanho.
Quanto tempo demora um projeto destes?
Depende do número de formatos, de catálogos e de mercados. A instalação do Media Delivery Cloud demora cerca de três dias úteis, segundo o Canto, mas o mapeamento e os testes levam mais tempo.