Integrar o Widen com o SAP Commerce Cloud é fazer do DAM a origem dos ficheiros de produto e criar, no catálogo do SAP Commerce, os objetos de media que apontam para esses ficheiros. O Widen Collective chama-se hoje Acquia DAM, pelo que a documentação usa os dois nomes.
A dificuldade não está em mover ficheiros, está em respeitar o modelo de media do SAP Commerce: formatos, contentores e versões de catálogo. Quem ignora este modelo acaba com imagens que existem na versão de trabalho e não chegam à loja. A nossa área de integração de DAM com ecommerce parte sempre deste desenho.
Este guia explica como o SAP Commerce trata a media, o que a API do Widen exige, como mapear formatos e contentores e que decisões tomar antes de arrancar.
Como o SAP Commerce Cloud organiza a media de produto?
Através de itens de media, formatos de media e contentores de media. Segundo o material de formação da SAP, um item de media representa um ficheiro no catálogo de produtos, contém um URL que aponta para o ficheiro físico e tem um identificador único.
O formato de media é a etiqueta que diz para que serve a imagem: cada item tem um formato, que corresponde aproximadamente a uma resolução alvo, como 96×96, 300×300, 500×500 ou 1200×1200. O item não precisa de ter exatamente esse tamanho, e o sistema usa o formato para escolher a imagem certa.
O contentor de media agrupa itens que mostram o mesmo conteúdo em formatos diferentes. Na loja, o contentor apresenta o item que melhor se ajusta ao espaço disponível e ao formato atribuído. Na prática, um contentor corresponde a uma fotografia do produto e os seus itens são as versões dessa fotografia.
Onde ficam os ficheiros e o que se sincroniza entre versões de catálogo?
Os ficheiros não ficam guardados no catálogo de produtos. Podem estar em armazenamento local ou remoto, por exemplo Amazon S3, Windows Azure Blob ou MongoDB GridFS, e o item de media guarda apenas o URL.
Os itens de media são sensíveis ao catálogo: cada um pertence a uma versão de catálogo e tem de ser sincronizado para aparecer na loja. O que se sincroniza é o item e o seu URL, não o ficheiro. Isto tem uma consequência que muitos projetos descobrem tarde: a sincronização da versão de trabalho para a versão online não copia ficheiros, copia referências.
Para a integração com o Widen, isto abre duas opções de desenho. Ou o URL do item aponta para um endereço que o DAM serve, ou o ficheiro é copiado para o armazenamento do SAP Commerce e o URL aponta para aí. A primeira é mais simples, a segunda isola a loja de falhas do DAM.
Resta o caso da substituição. Quando uma fotografia é atualizada no Widen, o item de media na versão de trabalho tem de apontar para o novo ficheiro ou o ficheiro novo tem de ocupar o mesmo URL. Se nada disto for tratado, a versão online continua a mostrar a imagem antiga mesmo depois de a sincronização do catálogo correr sem erros. Por isso, a regra de substituição e a de retirada de ativos fazem parte do desenho inicial e não de uma segunda fase.
O que a API do Widen exige?
A API REST v2 do Acquia DAM Classic autentica por OAuth2 e exige uma conta de administrador. O client ID e o client secret pedem-se ao gestor de conta ou ao suporte da Acquia. O token de acesso dura uma hora e renova-se com o token de renovação.
Para encontrar os ativos, o pedido GET /search filtra por texto, pasta, tipo de ficheiro e campos de metadados, com paginação até 100 itens. Os metadados XMP e EXIF são editáveis pela API e há modelos de metadados aplicáveis a pastas. Servem para guardar o código do produto, o formato pretendido e o estado de aprovação.
Nas páginas oficiais da Acquia que consultámos não encontrámos um conector nativo para o SAP Commerce Cloud. A Acquia tem conector próprio para Shopify e de parceiro para Adobe Commerce, mas para o SAP Commerce o caminho habitual é construir a ligação sobre a API, e convém confirmar com a Acquia e com a SAP o que existe à data do projeto.
Como mapear os ativos do Widen para formatos e contentores?
Mapeia-se por regra, e a regra deve ser escrita antes de se programar. A tabela seguinte mostra a lógica que usamos como ponto de partida.
| No Widen | No SAP Commerce | Regra |
|---|---|---|
| Fotografia do produto | Contentor de media | Um contentor por fotografia |
| Versão por tamanho | Item de media | Um item por formato |
| Campo de formato | Formato de media | Valor igual ao nome do formato |
| Campo de estado | Sincronização do catálogo | Só aprovado passa a online |
Quando o DAM só tem o original de alta resolução, há duas saídas: gerar no DAM ou na sincronização uma versão por formato, ou usar um serviço de redimensionamento a jusante. Seja qual for, o formato 1200×1200 deve vir de um original com resolução suficiente, porque ampliar uma imagem pequena degrada-a.
Ligação por URL, cópia para o armazenamento ou camada intermédia?
Esta é a matriz de decisão que usamos para escolher o desenho. Depende do volume de produtos, do número de lojas e da tolerância a falhas do DAM.
| Opção | Quando serve | Limitação |
|---|---|---|
| URL do DAM no item | Poucos formatos, catálogo estável | Loja depende da disponibilidade do DAM |
| Cópia para armazenamento próprio | Controlo e continuidade da loja | Mais espaço e limpeza de ficheiros |
| Camada intermédia | Várias regras e várias lojas | Custo inicial mais alto |
Em projetos B2B com várias unidades de venda, a camada intermédia costuma compensar, porque é nela que se aplicam as regras de quem vê o quê. Em lojas simples, a cópia com tabela de correspondência resolve.
Lista de verificação antes de arrancar o projeto
- Os formatos de media do SAP Commerce estão listados e cada um tem origem no DAM.
- Está decidido se o URL do item aponta para o DAM ou para o armazenamento próprio.
- O armazenamento remoto escolhido está definido e acessível à loja.
- Cada ativo do Widen tem um campo com o código do produto.
- Existe um campo de estado que separa o aprovado do resto.
- Está definido que versão de catálogo recebe a carga e como se sincroniza.
- As credenciais OAuth2 e a renovação do token estão testadas.
- Há um ambiente de ensaio e uma amostra de produtos para a primeira carga.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos por documentar formatos, contentores e catálogos, depois definimos as regras de mapeamento com a equipa de produto e só então escrevemos a carga. Validamos primeiro numa amostra e comparamos a versão de trabalho com a versão online antes de alargar. Veja o enquadramento na página de integração de DAM com ecommerce.
Guias relacionados do mesmo cluster
Estes guias tratam a mesma plataforma com outras soluções de gestão de ativos e com o ERP:
- Brandfolder com SAP Commerce Cloud
- Bynder com SAP Commerce Cloud: imagens e metadados
- Canto como DAM no SAP Commerce Cloud
- CELUM com SAP Commerce Cloud
- OpenText DAM com SAP Commerce Cloud
- SAP S/4HANA com SAP Commerce Cloud
Perguntas frequentes
O SAP Commerce guarda os ficheiros no catálogo?
Não. O item de media guarda o URL do ficheiro, que pode estar em armazenamento local ou remoto, segundo o material de formação da SAP.
A sincronização do catálogo copia as imagens?
Não. Sincroniza o item de media e o seu URL, e não o ficheiro. Por isso o ficheiro tem de estar acessível ao endereço indicado.
O Widen e o Acquia DAM são o mesmo produto?
Sim. A Acquia refere o produto como Acquia DAM, anteriormente Widen Collective.
Para que serve o contentor de media?
Agrupa as versões da mesma imagem em formatos diferentes, e a loja apresenta a que melhor se ajusta ao espaço disponível.
Há conector nativo entre o Widen e o SAP Commerce Cloud?
Nas páginas oficiais da Acquia que consultámos não encontrámos um. Confirme com a Acquia e com a SAP antes de definir o âmbito.