Integrar o CELUM com o Adobe Commerce para vender em vários países é decidir que imagens e vídeos são comuns a todos os mercados e quais mudam por país, e depois fazer o Adobe Commerce receber cada ficheiro no sítio certo. O CELUM guarda e aprova os ativos; o Adobe Commerce publica-os nas vistas de loja de cada mercado.
O desafio dos catálogos multi-país não é técnico à partida. É organizativo: a mesma fotografia pode servir em dez países, mas a legenda, a ordem ou a imagem de campanha podem ser diferentes em cada um. Na Avafa tratamos estes projetos na nossa área de integração de DAM com ecommerce, e aqui ficam as decisões que contam.
Vamos ver como o Adobe Commerce separa o conteúdo por vista de loja, que opções de ligação existem, uma matriz do que é global e do que é local, os riscos e uma lista de verificação para arrancar.
Como é que o Adobe Commerce organiza imagens por país?
O Adobe Commerce organiza o conteúdo por vistas de loja, e cada vista pode herdar os valores da vista predefinida ou substituí-los. Segundo a documentação da Adobe para programadores, num ambiente com várias lojas as definições das imagens do produto são herdadas e podem ser controladas pela API REST.
Na prática, a documentação descreve este comportamento:
- uma imagem nova enviada para o endpoint de media do produto fica visível em todas as vistas de loja;
- a etiqueta e a visibilidade dessa imagem não são herdadas na vista predefinida;
- enviar uma lista de imagens preenchida numa vista de loja faz com que essa vista deixe de herdar o valor por defeito;
- colocar um campo como etiqueta, posição ou desativado a null repõe o comportamento de usar o valor por defeito.
Este mecanismo é a base de um catálogo multi-país: uma imagem comum fica na vista predefinida, e as exceções ficam apenas nas vistas dos países que precisam delas.
O que descreve o CELUM sobre a ligação ao Adobe Commerce?
A página de integração do CELUM descreve um seletor de ativos em que o utilizador navega no CELUM Cloud e coloca os ficheiros diretamente na loja Adobe Commerce. Segundo a mesma página, a solução foi desenvolvida pelo parceiro eCentral, suporta imagens e vídeos de produto e permite ligar ativos às caraterísticas do produto.
A página não especifica versões suportadas, método de autenticação nem frequência de sincronização. Pergunte estes pontos ao CELUM antes de fechar o orçamento, sobretudo se a sua operação tem várias lojas e idiomas.
Que opções de ligação existem para vários mercados?
| Opção | Vantagem | Limite |
|---|---|---|
| Seletor de ativos | Controlo humano | Lento com muitos SKUs |
| Importação por API | Atualização em lote | Exige regras de mercado |
| Ligação à medida | Adapta-se à operação | Maior custo de manutenção |
Para catálogos com muitos países, quase sempre a combinação funciona melhor: importação automática para o que é comum e seletor para as exceções de cada mercado. Assim a equipa central não perde tempo a repetir imagens e as equipas locais mantêm controlo sobre o que muda.
Seja qual for a opção, registe quem pode alterar cada tipo de ativo e em que vista de loja. Sem essa regra, duas pessoas acabam por corrigir o mesmo produto em países diferentes e o catálogo perde coerência ao fim de poucas semanas.
Quando compensa integrar o CELUM numa operação multi-país?
Compensa quando o mesmo ficheiro é reutilizado em vários mercados e a equipa perde tempo a carregá-lo repetidamente. Se cada país trabalha com um catálogo totalmente diferente, o ganho é menor e talvez bastem processos mais simples.
Os sinais mais claros são imagens com versões diferentes em mercados diferentes, campanhas que chegam a um país e falham noutro, e pedidos frequentes para confirmar se um ficheiro ainda pode ser usado. Cada um destes sinais é um custo que a integração reduz, desde que as regras estejam definidas antes.
O que deve ser global e o que deve ser local?
Defina esta divisão por escrito antes de qualquer desenvolvimento, porque é ela que determina as regras da sincronização.
| Elemento | Nível | Onde se gere |
|---|---|---|
| Fotografia principal | Global | CELUM |
| Vídeo de produto | Global ou local | CELUM |
| Imagem de campanha | Local | CELUM, por mercado |
| Texto alternativo | Local | CELUM, por idioma |
| Ordem da galeria | Global, com exceções | Vista predefinida |
| Visibilidade | Local | Vista de loja |
O texto alternativo é o caso que mais falha. Traduzi-lo mecanicamente não chega, porque deve descrever a imagem para quem usa leitores de ecrã e para a pesquisa no idioma do mercado.
Que riscos tem um catálogo multi-país e como se evitam?
- Substituir o valor global por engano: uma atualização feita na vista errada deixa o país a ignorar a imagem comum. Valide sempre em que vista a escrita é feita.
- Lista vazia: segundo a documentação da Adobe, enviar uma lista vazia remove todas as entradas da galeria. Bloqueie este envio no processo.
- Ativos sem direitos num território: um ficheiro aprovado para Portugal pode não estar aprovado para outro país. Registe o território no CELUM.
- Imagens diferentes sem necessidade: cada exceção local é trabalho de manutenção. Só crie exceções com motivo comercial.
- Apagar por engano: segundo a mesma documentação, um DELETE remove a imagem de todas as vistas de loja.
Que passos seguir para arrancar?
- Listar os mercados, os idiomas e as vistas de loja envolvidas.
- Escolher um mercado piloto e uma categoria com poucos produtos.
- Definir a matriz global e local, e quem aprova as exceções.
- Escolher o caminho técnico e confirmar versões com o CELUM e o parceiro.
- Testar a herança de valores num ambiente de ensaio.
- Alargar mercado a mercado, comparando o resultado com o piloto.
Lista de verificação antes de arrancar
- Todas as vistas de loja estão listadas e têm responsável.
- A matriz global e local está escrita e aprovada.
- Os territórios de cada ativo estão registados no CELUM.
- O processo nunca envia uma lista de imagens vazia.
- Existe regra para o texto alternativo por idioma.
- A herança de valores foi testada com uma exceção real.
- Há um plano de reversão para o caso de a sincronização falhar.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos pelo mapa de mercados e pela matriz do que é global e local, porque é aí que se decide o custo de manutenção. Depois escolhemos o caminho técnico e testamos com um mercado piloto. Se a loja precisa também de apoio de pesquisa orgânica, ligamos o projeto à nossa agência de SEO para Magento e Adobe Commerce. Os projetos de dados e imagens de produto estão descritos em integrações de catálogos.
Guias relacionados do mesmo cluster
Se está a comparar DAMs ou a ver o mesmo conceito noutra plataforma, estes guias podem ajudar:
- CELUM com Magento: imagens e dados de produto
- Brandfolder com Adobe Commerce e fluxos de trabalho
- Widen com Adobe Commerce para experiência multicanal
- Canto com Adobe Commerce e experiências multicanal
- CELUM com SAP Commerce Cloud no PIM e ERP
Perguntas frequentes
Posso ter imagens diferentes por país no Adobe Commerce?
Sim. Segundo a documentação da Adobe, uma vista de loja pode substituir os valores por defeito, e repor o comportamento herdado colocando o campo a null. Use esta capacidade apenas quando houver razão comercial.
O CELUM envia os ficheiros para o Adobe Commerce automaticamente?
A página do CELUM descreve um seletor de ativos em que o utilizador escolhe o ficheiro. Se precisa de envio automático, pergunte ao CELUM e ao parceiro se existe, ou se será uma importação por API desenvolvida à medida.
Como evito apagar a galeria de um produto?
Nunca envie uma lista de imagens vazia, porque a documentação da Adobe indica que isso remove todas as entradas. Omita o campo quando não houver alterações a fazer.
Quem deve aprovar as imagens locais?
Quem conhece o mercado. Recomendamos que a equipa central defina as regras e que cada país aprove as suas exceções, com o registo guardado no CELUM.
Por onde começar com muitos países?
Por um mercado e uma categoria. Um piloto pequeno mostra os problemas de herança, de direitos e de texto alternativo antes de multiplicar o trabalho.