Integrar o Akeneo com o Salesforce Commerce Cloud é enviar o catálogo tratado no PIM para o Business Manager da Salesforce, onde a loja o publica. Existe um conector desenvolvido pela própria Akeneo para isto: segundo a sua página no Akeneo App Store, envia o catálogo para o Business Manager e converte os dados da API do Akeneo para o formato XML do Commerce Cloud.
Para a empresa, o interesse está em manter uma só fonte de verdade para produtos. Quando o mesmo catálogo alimenta várias lojas ou países, cada alteração feita à mão em cada site é uma oportunidade de erro. Com o fluxo automatizado, a equipa edita no Akeneo e a loja recebe os dados por tarefas programadas.
Este guia explica o que o conector faz, que requisitos tem, como se prepara o arranque e que decisões tomar antes. Faz parte do nosso trabalho de integração de catálogos e PIM.
O que faz o conector da Akeneo para o Commerce Cloud?
O conector lê os dados do Akeneo pela API e entrega-os ao Commerce Cloud em XML, através de tarefas do Business Manager. Segundo a Akeneo, são tarefas predefinidas que obtêm os dados de produto do PIM, que podem correr manualmente ou ser agendadas com a funcionalidade nativa de tarefas do Commerce Cloud.
Os dados abrangidos, de acordo com a página do conector, são estes:
- Produtos principais e variantes.
- Categorias e atributos.
- Associações entre produtos.
- Listas de preços.
- Multimédia e ativos.
O conector inclui ainda preferências personalizadas para mapear os atributos do Akeneo para a taxonomia que já existe no Commerce Cloud. Esse mapeamento é a parte que mais decide a qualidade do resultado.
Que requisitos tem?
O conector exige uma arquitetura de catálogo definida no Akeneo e coleções prontas para exportação. A página indica que está disponível para as edições Advanced e Premium do Akeneo, com compatibilidade PaaS, e que o preço é feito mediante orçamento.
Do lado da Salesforce, o conector cumpre a SFRA e declara compatibilidade com os modos 22.7, 21.7 e 21.2 do Commerce Cloud. A página mostra a versão 26.2.0, atualizada a 1 de setembro de 2026. Antes de avançar, confirme com a Akeneo se a sua edição e a sua versão da loja estão cobertas, porque estes dados podem mudar.
Como se prepara o arranque?
O arranque segue quatro passos, indicados na documentação da Akeneo para o conector.
- Carregar o arquivo zip do conector no Business Manager.
- Introduzir as credenciais de API que ligam a instância do Akeneo à conta do Commerce Cloud.
- Definir as preferências personalizadas de mapeamento de atributos.
- Agendar as tarefas em Job Schedules.
Antes destes passos, há trabalho de preparação que o conector não faz por si: limpar os dados, fechar a lista de atributos e decidir a estrutura de categorias. Num projeto com várias lojas, convém também decidir se as diferenças entre sites se tratam no Akeneo, por canal e por idioma, ou no Commerce Cloud.
Como validar a primeira carga?
A primeira carga valida-se comparando uma amostra de produtos nos dois sistemas, atributo a atributo. Escolha produtos simples, produtos com variantes e produtos com muitas imagens, porque cada tipo falha de forma diferente.
- Executar a tarefa manualmente com a amostra, sem agendamento.
- Abrir cada produto no Business Manager e comparar nome, atributos e categoria com o Akeneo.
- Confirmar que as variantes aparecem ligadas ao produto principal.
- Verificar que os ativos carregam e que as associações entre produtos estão corretas.
- Registar as diferenças e corrigir o mapeamento antes de alargar o catálogo.
Só quando a amostra estiver limpa se deve agendar a tarefa. Alargar o catálogo de uma vez, sem esta passagem, faz com que os erros se multipliquem e sejam mais difíceis de localizar.
Quando é que este conector não é a melhor escolha?
Não compensa quando o catálogo é pequeno, muda raramente e a equipa o consegue manter diretamente na loja. Nesse caso, o custo de licenciamento e de projeto pode superar o benefício, e uma importação manual bem validada é suficiente.
Também convém olhar para outras opções quando a edição do Akeneo não é Advanced ou Premium, ou quando a loja tem regras muito próprias de transformação de dados. Nesses cenários, uma camada intermédia pode ser mais flexível, embora acrescente algo a manter. A decisão deve assentar no volume de alterações, no número de lojas e na equipa disponível.
Que sistema manda em cada dado?
Definir isto por escrito evita a maior parte dos conflitos. Esta é a matriz que usamos como ponto de partida.
| Dado | Sistema mestre | Observação |
|---|---|---|
| Atributos e textos | Akeneo | Mapear para a taxonomia |
| Categorias | Akeneo | Alinhar com o catálogo |
| Imagens e ativos | Akeneo | Testar o carregamento |
| Listas de preços | A definir | Evitar duas fontes |
| Stock | ERP ou loja | Fora do PIM |
As listas de preços aparecem entre os dados do conector, mas isso não significa que o PIM deva ser o mestre dos preços. Se os preços já vêm do ERP, escolha uma única origem e documente-a.
Quem deve participar no projeto?
Um projeto deste tipo envolve pelo menos três perfis: quem mantém o catálogo no Akeneo, quem administra o Commerce Cloud e quem decide as regras de negócio, como preços e categorias. Quando falta um destes, o mapeamento fica a meio e as dúvidas só aparecem durante os testes.
Convém também nomear um responsável pelo acompanhamento das tarefas depois do arranque. Sem alguém que leia os resultados, uma falha silenciosa pode manter a loja desatualizada durante dias.
Que riscos convém prever?
Os riscos estão quase sempre na preparação e não na tecnologia.
- Atributos do Akeneo sem correspondência na taxonomia do Commerce Cloud.
- Variantes enviadas sem o produto principal correspondente.
- Categorias alteradas no Akeneo depois de a loja estar em produção.
- Tarefas agendadas em horas de maior tráfego.
- Mudanças de versão do conector sem teste prévio.
A forma de os reduzir é testar primeiro num ambiente de ensaio com uma amostra do catálogo, analisar o resultado das tarefas e só depois alargar. A página do conector não lista limitações conhecidas, por isso a validação própria é indispensável.
Lista de verificação antes de arrancar
- Confirmar com a Akeneo a edição e a compatibilidade com a sua loja.
- Fechar a lista de atributos e a estrutura de categorias.
- Decidir o mestre de cada campo, incluindo preços.
- Preparar um ambiente de ensaio com amostra do catálogo.
- Definir o mapeamento de atributos nas preferências.
- Planear o horário das tarefas e quem acompanha as falhas.
- Documentar o processo para a equipa de produto.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos pelo desenho do catálogo e pelo mapeamento de atributos, e só depois configuramos o conector e as tarefas. Testamos num ambiente de ensaio, revemos os resultados e deixamos o processo documentado. Se a sua loja usa esta plataforma, conheça a nossa agência de SEO para Salesforce Commerce Cloud ou fale connosco sobre integração de catálogos.
Guias relacionados do mesmo cluster
Estes guias tratam a mesma plataforma com outros sistemas, ou o mesmo PIM com outras lojas:
- Bluestone PIM com Salesforce Commerce Cloud
- Brandfolder com Salesforce Commerce Cloud
- Microsoft Dynamics 365 com Salesforce Commerce Cloud
- SAP S/4HANA com Salesforce Commerce Cloud
- Akeneo com BigCommerce
- Akeneo com SAP Commerce Cloud
Perguntas frequentes
Existe um conector oficial do Akeneo para o Commerce Cloud?
Sim. A página do Akeneo App Store apresenta um conector desenvolvido e publicado pela própria Akeneo, em quotação, com documentação e notas de versão associadas.
Que edições do Akeneo são necessárias?
A página indica as edições Advanced e Premium, com compatibilidade PaaS. Confirme sempre a informação atual com a Akeneo antes de decidir.
A importação pode ser automática?
Sim. Segundo a Akeneo, as tarefas podem correr manualmente ou ser agendadas com a funcionalidade nativa de tarefas do Commerce Cloud.
O conector envia preços?
As listas de preços constam dos dados abrangidos. Ainda assim, deve decidir primeiro qual é o sistema mestre dos preços, para não ter duas fontes a competir.
Quanto tempo demora um projeto destes?
Depende do número de atributos, das lojas e do estado dos dados. Só se pode estimar com o mapeamento feito, por isso evitamos prazos genéricos.