Integrar o Salsify com o Salesforce Commerce Cloud é publicar o conteúdo de produto gerido no Salsify no catálogo das lojas B2C Commerce, sem o reintroduzir à mão. Segundo a Salsify, existe um cartucho pré-configurado, listado na AppExchange da Salesforce, que carrega o catálogo standard para as lojas. A alternativa é alimentar o Business Manager com ficheiros de catálogo em XML ou CSV.
Para a empresa, a diferença está no dia a dia: o mesmo produto tem de aparecer em vários países, lojas e idiomas, e o custo raramente está na ferramenta. Está nos desencontros, como atributos que não chegam, categorias erradas e variantes partidas. Na Avafa tratamos estas ligações dentro da nossa área de integração de PIM com ecommerce.
Neste guia vê quando compensa integrar, as duas formas de ligação, que dados vão em cada sentido, que erros aparecem numa importação de catálogo e uma lista de verificação para validar antes de arrancar.
Quando compensa ligar o Salsify ao Salesforce Commerce Cloud?
Compensa quando o conteúdo de produto já é gerido por várias pessoas ou sistemas e a loja precisa de o receber de forma consistente. Os sinais mais claros são estes:
- o mesmo produto é publicado em várias lojas ou regiões, com textos e imagens diferentes;
- as variantes, como tamanho, cor ou modelo, dão trabalho a criar e a manter na loja;
- a equipa edita atributos diretamente no Business Manager e perde-se a versão certa;
- passa demasiado tempo entre aprovar um conteúdo e vê-lo online;
- o catálogo tem milhares de referências e a importação manual de ficheiros já falha.
Não compensa, por agora, com um catálogo pequeno, poucas atualizações e uma só loja. Nesse caso, um ficheiro de catálogo bem validado e importado em modo MERGE costuma bastar e custa menos a manter.
Como se liga o Salsify ao Salesforce Commerce Cloud?
Há dois caminhos: o cartucho da Salsify ou um ficheiro de catálogo importado no Business Manager. Segundo a página de parceria da Salsify, o cartucho automatiza o carregamento do catálogo standard para as lojas B2C Commerce, criando produtos novos e atualizando os existentes. A mesma página refere várias regiões e lojas, imagens, atribuições a categorias, atributos personalizados e produtos simples, com variantes e conjuntos (bundles).
A página não detalha requisitos técnicos nem versões compatíveis. Peça-os por escrito à Salsify antes de fechar um orçamento.
O segundo caminho usa a importação de catálogo da própria Salesforce. Segundo a ajuda do B2C Commerce, o Business Manager aceita XML ou CSV, com o CSV limitado ao modo MERGE, em Merchant Tools, Products and Catalogs, Import and Export. Os passos habituais são estes:
- Definir no Salsify os produtos e atributos que vão ser publicados.
- Mapear cada campo do Salsify para o campo equivalente do catálogo B2C Commerce.
- Gerar o ficheiro e validá-lo contra o esquema do catálogo antes de importar.
- Importar primeiro um conjunto pequeno de produtos, em staging.
- Verificar categorias, variantes, estado online e imagens.
- Replicar de staging para produção, em vez de importar diretamente em produção.
O último passo vem da ajuda da Salesforce: importar um catálogo para produção quando o mesmo catálogo existe em staging provoca erros, e a recomendação é replicar os dados a partir de staging.
Que dados vão em cada sentido?
Convém decidir cedo qual é o sistema mestre de cada dado. Esta é a matriz de partida que usamos nos projetos:
| Dado | Sistema mestre | Sentido |
|---|---|---|
| Textos e atributos | Salsify | Salsify para loja |
| Imagens e ativos | Salsify | Salsify para loja |
| Variantes e conjuntos | Salsify | Salsify para loja |
| Categorias | Salsify ou loja | Decidir caso a caso |
| Preços e promoções | ERP ou Business Manager | Fora do PIM |
| Stock | ERP | ERP para loja |
| Encomendas | Salesforce | Loja para ERP |
Preço, stock e encomendas não pertencem ao PIM. Se os misturar no mesmo fluxo, qualquer falha no conteúdo passa a atrasar também a venda.
Há ainda um ponto prático: o SKU deve ser o identificador comum aos registos dos dois lados. Se o SKU mudar de formato entre o Salsify, o ERP e o Business Manager, cada importação cria duplicados em vez de atualizar o produto certo, e a limpeza posterior custa mais do que o mapeamento inicial.
Que erros aparecem numa importação de catálogo e como se evitam?
A maioria dos problemas nasce no modo de importação e na ordem dos dados, não no Salsify. A ajuda do B2C Commerce explica que a importação corre em duas passagens: primeiro cria, atualiza ou apaga objetos, depois estabelece as relações entre eles. Por omissão, grava após cada objeto, pelo que uma importação interrompida entre passagens pode deixar objetos sem relações.
| Risco | Onde aparece | Prevenção |
|---|---|---|
| Produtos offline | Estado omisso no ficheiro | Indicar o estado de cada produto |
| Dados obsoletos | MERGE não remove nada | Usar REPLACE com controlo |
| Relações em falta | Importação interrompida | Um só XML por catálogo |
| Erros em produção | Catálogo já existe em staging | Replicar a partir de staging |
| Remoção impossível | CSV só aceita MERGE | Usar XML para remover |
| Atributos ignorados | Definições não importam | Tratar definições por via técnica |
Dois detalhes da ajuda poupam muito tempo. Em MERGE e REPLACE, os produtos ficam offline se o estado não for indicado. E para remover dados obsoletos a Salesforce indica o modo REPLACE, enquanto o modo UPDATE se destina a ficheiros delta, com apenas parte do catálogo.
Cartucho ou ficheiro de catálogo: qual escolher?
Depende de quantas lojas tem, de quantas vezes o catálogo muda e de quem fica a gerir a ligação. A tabela resume as opções:
| Opção | Quando serve | Limitação |
|---|---|---|
| Cartucho da Salsify | Catálogo standard, várias lojas | Requisitos por confirmar |
| XML manual | Catálogo estável, poucas alterações | Trabalho manual e erro humano |
| Ficheiro agendado | Atualizações regulares | Exige desenvolvimento e alertas |
| Camada intermédia | Vários sistemas além do PIM | Custo de manutenção mais alto |
A Salsify refere também um conector MuleSoft certificado, mas serve para trazer dados de sistemas a montante para o Salsify, não para os publicar na loja. Em catálogos grandes, calcule a manutenção e não apenas o custo inicial.
Lista de verificação antes de arrancar o projeto
- Confirmar por escrito com a Salsify os requisitos e as versões do cartucho.
- Decidir o sistema mestre de cada dado e registá-lo numa matriz.
- Fixar o SKU como identificador único em todos os sistemas.
- Definir como se tratam variantes, conjuntos e categorias.
- Escolher o modo de importação para cada tipo de alteração.
- Testar com um conjunto pequeno em staging e conferir o resultado.
- Planear a remoção de produtos descontinuados.
- Definir quem recebe o alerta quando uma importação falha.
Como trabalhamos na Avafa
Começamos por mapear dados e responsáveis, só depois escolhemos a forma de ligação. Revemos o desenho do fluxo e o formato do catálogo antes de qualquer desenvolvimento, para que o projeto não arranque com um conflito de fontes. Se quiser ver como abordamos este tipo de projetos, comece pela página de integração de PIM com ecommerce.
Guias relacionados do mesmo cluster
Se a plataforma ou o PIM ainda não estão decididos, estes guias comparam alternativas:
- Akeneo com Salesforce Commerce Cloud
- Bluestone PIM com Salesforce Commerce Cloud
- Celum com Salesforce Commerce Cloud para catálogos globais
- Salsify com BigCommerce
- Salsify com Adobe Commerce
- Salsify com WooCommerce
Perguntas frequentes
O Salesforce Commerce Cloud tem ligação nativa ao Salsify?
Segundo a Salsify, existe um cartucho pré-configurado, listado na AppExchange, para carregar o catálogo standard nas lojas B2C Commerce. Confirme com a Salsify os requisitos antes de o adotar.
Posso importar o catálogo em CSV?
Pode, mas segundo a ajuda da Salesforce o CSV só funciona em modo MERGE. Para remover dados obsoletos, é preciso usar XML com o modo REPLACE.
Porque ficam os produtos offline depois da importação?
Em MERGE e REPLACE, se o estado do produto não vier no ficheiro, o produto fica offline por omissão. Indique o estado em cada produto.
Devo importar diretamente em produção?
Não é o recomendado. A ajuda da Salesforce indica que importar um catálogo que também existe em staging causa erros e aconselha a replicar os dados a partir de staging.
O Salsify trata preços e stock?
Não deve. Preço, stock e encomendas pertencem ao ERP e à loja. O Salsify fica com o conteúdo de produto: textos, atributos, imagens e variantes.