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Integrar Salsify com Adobe Commerce: o que sincronizar e como

Integrar o Salsify com o Adobe Commerce é enviar o conteúdo de produto gerido no Salsify para a loja Adobe Commerce ou Magento Open Source e manter as alterações sincronizadas. Segundo o comunicado de lançamento da Salsify, de 26 de agosto de 2021, existe um conector nativo e direto entre o Salsify e a loja, pensado para marcas com sites próprios de venda direta ao consumidor. Como o comunicado tem data, confirme com a Salsify a versão e as condições atuais.

Para a empresa, o interesse é usar o Salsify como fonte única do conteúdo e evitar trabalho duplicado. Quando o catálogo é grande, os atrasos entre aprovar um conteúdo e vê-lo na loja custam vendas. Na Avafa tratamos estas ligações dentro da nossa área de integração de PIM com ecommerce.

Neste guia vê quando compensa integrar, o que faz o conector e a alternativa por API, que dados vão em cada sentido, os riscos de carga em lote e uma lista de verificação.

Quando compensa ligar o Salsify ao Adobe Commerce?

Compensa quando a marca vende diretamente na sua loja e o conteúdo de produto muda com frequência. Os sinais mais claros são estes:

  • o conteúdo enriquecido, como textos longos e imagens, é produzido fora da loja;
  • o mesmo produto é editado no Salsify e depois à mão no Adobe Commerce;
  • há várias vistas de loja ou idiomas a alimentar;
  • o prazo de publicação de novos produtos é demasiado longo;
  • as importações por ficheiro já falham ou são demasiado lentas.

Não compensa, por agora, com um catálogo pequeno e alterações raras, em que a importação nativa do Adobe Commerce com um ficheiro bem validado custa menos a manter.

Como se liga o Salsify ao Adobe Commerce?

Há dois caminhos: o conector da Salsify ou uma ligação por API. Segundo o comunicado de 2021, o conector envia conteúdo de produto, incluindo conteúdo enriquecido, do Salsify para a loja, e as alterações feitas depois da publicação sincronizam-se automaticamente. Foi desenhado para clientes Salsify com sites próprios em Adobe Commerce ou Magento Open Source.

Quando o conector não cobre as regras do catálogo, usa-se a API REST do Adobe Commerce. Os passos habituais são estes:

  1. Selecionar no Salsify os produtos e atributos a publicar.
  2. Mapear cada campo do Salsify para o atributo do Adobe Commerce.
  3. Garantir que os atributos de destino existem na loja antes da carga.
  4. Enviar os produtos em lote e guardar o identificador do lote.
  5. Verificar o estado de cada item processado.
  6. Conferir categorias, imagens e visibilidade na loja.

O que são os endpoints em lote do Adobe Commerce?

São pontos de acesso que juntam vários pedidos do mesmo tipo num só e os processam de forma assíncrona. Segundo a documentação do Adobe Commerce, o pedido em lote é dividido em entidades individuais, cada uma escrita como mensagem numa fila. Suportam POST, PUT e DELETE, mas não GET.

O ponto mais importante para quem integra: a resposta devolve um identificador de lote e o estado de cada item, e o estado aceite significa apenas que o item entrou na fila, não que foi processado com sucesso. Por exemplo, a criação de um registo duplicado pode ser aceite e falhar mais tarde, no processamento. Por isso, uma integração tem de consultar o resultado final de cada item e não dar o lote por concluído com a primeira resposta.

Que dados vão em cada sentido?

Decida cedo qual é o sistema mestre de cada dado. Esta é a matriz de partida que usamos:

DadoSistema mestreSentido
Textos e atributosSalsifySalsify para loja
Conteúdo enriquecidoSalsifySalsify para loja
ImagensSalsifySalsify para loja
CategoriasSalsify ou lojaDecidir caso a caso
Preço e stockERPERP para loja
EncomendasAdobe CommerceLoja para ERP

Preço, stock e encomendas não pertencem ao PIM. Misturá-los no mesmo fluxo faz com que uma falha no conteúdo atrase também a venda.

Que riscos tem a carga em lote e como se evitam?

Os riscos vêm da infraestrutura de filas e da leitura do estado. A documentação do Adobe Commerce distingue dois cenários. Na versão em nuvem (SaaS), as filas de mensagens correm automaticamente e o limite de entidades por pedido em lote é definido na configuração da loja. Na versão PaaS, é preciso instalar e configurar o RabbitMQ antes de usar a API em lote, e as tarefas agendadas (cron) são a forma habitual de gerir as filas e iniciar os consumidores.

RiscoOnde aparecePrevenção
Itens aceites que falhamEstado aceite lido como sucessoConsultar o resultado final
Fila paradaRabbitMQ ou cron em faltaValidar a infraestrutura
Lote demasiado grandeLimite de entidades por pedidoRespeitar a configuração
Atributo em faltaCampo não existe na lojaCriar atributos antes
Lojas erradasÂmbito de loja mal indicadoIndicar o código de loja

A mesma documentação desaconselha iniciar o consumidor manualmente, porque obriga a manter uma sessão de terminal aberta. Em produção, use as tarefas agendadas ou uma ferramenta de supervisão de processos.

Conector, API em lote ou importação por ficheiro?

A escolha depende do volume e das regras do catálogo. A tabela compara as opções:

OpçãoQuando serveLimitação
Importação por ficheiroCatálogo pequeno e estávelManual e sujeita a erro
Conector da SalsifySite próprio de uma marcaConfirmar versão atual
API REST em loteRegras próprias, grande volumeExige desenvolvimento
Camada intermédiaVários sistemas ligadosCusto de manutenção maior

Para uma marca com site próprio e um catálogo que cabe no que o conector envia, comece pelo conector. Quando as regras de atributos ou de lojas ultrapassam o conector, passe à API em lote, com registo de cada carga.

Qualquer que seja o caminho, defina cedo como se tratam as vistas de loja e os idiomas. Um produto que aparece certo numa vista e sem conteúdo noutra costuma resultar de um mapeamento que só cobriu o âmbito por omissão, e corrige-se mais depressa antes da primeira carga completa do que depois.

Lista de verificação antes de arrancar o projeto

  1. Confirmar com a Salsify a versão atual do conector e as condições.
  2. Decidir o sistema mestre de cada dado e registá-lo numa matriz.
  3. Fixar o SKU como identificador comum entre Salsify, ERP e loja.
  4. Criar na loja os atributos de destino antes da primeira carga.
  5. Validar a infraestrutura de filas, tarefas agendadas e RabbitMQ, se aplicável.
  6. Ler o resultado final de cada item e não apenas a resposta inicial do lote.
  7. Testar com um lote pequeno e conferir produto a produto.
  8. Definir quem recebe o alerta quando um item falha.

Como trabalhamos na Avafa

Começamos por mapear dados e responsáveis, só depois escolhemos a forma de ligação. Revemos o desenho do fluxo e a leitura do estado dos lotes antes de qualquer desenvolvimento, para que o projeto não arranque com um conflito de fontes. Se quiser ver como abordamos lojas Magento e Adobe Commerce, comece pela página de SEO para Magento e Adobe Commerce e pela de integração de PIM com ecommerce.

Guias relacionados do mesmo cluster

Se o PIM ainda não está decidido, estes guias comparam alternativas com o mesmo Adobe Commerce:

Perguntas frequentes

O Adobe Commerce tem ligação nativa ao Salsify?

Segundo o comunicado da Salsify de agosto de 2021, existe um conector nativo para Adobe Commerce e Magento Open Source. Confirme a versão atual e as condições com a Salsify.

O que significa o estado aceite numa carga em lote?

Significa que o item entrou na fila, não que foi processado com sucesso. O resultado final só se conhece depois do processamento, por isso deve ser consultado.

Preciso de RabbitMQ?

Na versão PaaS, sim: segundo a documentação do Adobe Commerce, tem de instalar e configurar o RabbitMQ antes de usar a API em lote. Na versão em nuvem, as filas correm automaticamente.

Posso usar GET num pedido em lote?

Não. Os endpoints em lote suportam POST, PUT e DELETE, mas não GET.

O Salsify deve gerir o preço e o stock?

Normalmente não. Preço, stock e encomendas pertencem ao ERP e à loja, e o Salsify fica com o conteúdo de produto.

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